Perdas acumuladas, pandemia e dólar alto motivaram fechamento da Ford, segundo a empresa

Queda nas vendas, pandemia, dólar alto e a operação deficitária no país foram as principais razões que levaram a Ford a encerrar a produção de veículos no país. A anunciada nesta segunda-feira (11), a medida deve ocasionar cerca de 5 mil demissões nas plantas de Camaçari e também em Taubaté (SP) e Horizonte (CE).

Em carta a concessionários citada pelo G1, a montadora afirmou que “desde a crise econômica em 2013, a Ford América do Sul acumulou perdas significativas” e que a matriz, nos Estados Unidos, tem auxiliado nas necessidades de caixa, “o que não é mais sustentável”.

Segundo a empresa dos Estados Unidos, a valorização do dólar frente às moeda da região “aumentou os custos industriais além de níveis recuperáveis e reduziu as vendas de veículos na América do Sul, especialmente no Brasil.

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“Essa decisão (fechamento das fábricas) foi tomada somente após perseguirmos intensamente parcerias e a venda de ativos. Não houve opções viáveis”, concluiu a montadora, na carta dirigida aos revendedores. Com a medida, os modelos nacionais terão suas vendas interrompidas assim que terminarem os estoques. A empresa garante, porém, que todos os clientes seguirão com assistência de manutenção e garantia.

Projeto Amazon

A Ford abriu as portas em Camaçari em 2001, quando implantou o projeto Amazon. O aspecto principal de seu conceito era o de concentrar na planta da montadora unidades de seus fornecedores. O empreendimento levou a novos projetos industriais, como os das fabricantes de pneus Firestone e Continental.

A unidade de Camaçari, que produzia Ka e EcoSport, e a de Taubaté, onde eram feitos motores e transmissões, serão fechadas imediatamente, reduzindo a produção às peças para estoques de pós-venda.No último trimestre de 2021, será fechada também a planta da Troller, em Horizonte. Com informações do G1.