Nascida em 12 de outubro, (dia de N.S. Aparecida), de 1932, no município de Conde, D. Raimunda Batista dos Santos, foi uma mulher cuja existência foi tecida com fios de amor, suor e devoção. Falecida, ela deixa um legado que ecoa na comunidade do Saco do Rocha, onde viveu grande parte de sua vida, inspirando gerações com sua força serena e compromisso inabalável com a família e a fé.
Casada com José dos Santos Lopes, conhecido como “seu” Tavinho – hoje em memória, daí ser conhecida por dona. Raimunda de Tavinho. Foi essa senhora o pilar de um lar numeroso e unido. Mãe dedicada de oito filhos – Vera Lúcia, Maria Auxiliadora (conhecida como Dó), Maria da Penha, Lúcia, Wilson, Genivaldo, Aline e Gislene –, ela soube equilibrar os afazeres do lar com o apoio incansável ao marido na lavoura. Suas mãos calejadas, marcadas pelo trabalho na roça, plantaram não só sementes na terra, mas valores profundos de perseverança e união familiar. Para D. Raimunda, a família era o centro, e sua luta e carinho para com todos, um ensinamento para cada que filho e conhecido aprendesse o valor do esforço coletivo.
Católica fervorosa, sua devoção mais marcante foi a São João, santo a quem se consagrou com uma fé inabalável. Foi ela quem liderou, com determinação e carisma, a campanha para a construção da capela na comunidade do Saco do Rocha. Arrecadando donativos, mobilizando vizinhos e orando incansavelmente, D. Raimunda transformou um sonho coletivo em realidade, erguendo um espaço sagrado que hoje abriga missas, festas e momentos de gratidão. Sua liderança não era de discursos grandiosos, mas de exemplo vivo: uma mulher simples que movia montanhas pela fé.
D. Raimunda, nos ensina que a grandeza reside nas coisas pequenas – no plantar diário, no abraço aos filhos, na oração que une uma comunidade. Seu partida deixa saudades, mas também um chamado para seguirmos seu exemplo de vida reta e generosa. Em Acajutiba e, em especial na comunidade do Saco do Rocha. Seu nome será e lembrado sempre, não só com respeito, mas, e também, como sinônimo de uma mãe extremosa, uma amiga dedicada, uma trabalhadora incansável e de uma devoção inabalável.
Por:. Professor José Milton Ferreira


