Envolvido em morte de agente penitenciário e chacina é executado minutos depois de deixar presídio em Salvador

Fonte: Aratu Online

De acordo com testemunhas, Denilson estava a bordo de uma motocicleta quando foi surpreendido por homens armados na Estrada de Campinas de Pirajá

Um homem foi morto a tiros minutos depois de deixar o Complexo Penitenciário localizado no bairro da Mata Escura, em Salvador, no final da noite de terça-feira (4/8).

Denilson dos Santos Ribeiro respondia por vários crimes e foi beneficiado com o chamado saidão do Dia dos Pais, quando presos são liberados por alguns dias para comemoração de datas específicas em casa.

De acordo com testemunhas, Denilson estava a bordo de uma motocicleta quando foi surpreendido por homens armados na Estrada de Campinas de Pirajá, por volta das 17h. Ele recebeu vários tiros e não resistiu aos ferimentos.

Policiais militares da 9ª Companhia Independente (CIPM/Pirajá) foram acionados e isolaram a área do crime. A situação chamou a atenção de várias pessoas que passavam pela região.

O caso foi informado e será investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O corpo do rapaz foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Salvador.

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VELHO CONHECIDO

Denilson dos Santos era investigado por diversos crimes, entre eles tráfico de drogas e uma chacina cometida dentro de um terreiro de candomblé no bairro de Marechal Rondon. Além disso, recaía sobre o criminoso, conhecido como “DK”, suspeita de ele ter sido o mandante do assassinato de um agente penitenciário, em julho de 2018.

Na época, o sindicato que representa a categoria revelou que Fábio Neris Cerqueira, lotado na Cadeia Pública de Salvador, estava dirigindo um carro, durante a manhã de um domingo na Estrada de Campinas, quando foi reconhecido por bandidos armados. Para proteger esposa e filha que estavam dentro do automóvel, o trabalhador saiu correndo e foi baleado, morrendo na hora.

Além disso, a chacina cometida por “DK”, a mando de um traficante conhecido como “Índio”, ocorreu anos antes do crime contra Fábio, em 2014. De acordo com a Polícia Civil, cinco pessoas foram executadas e queimadas: Antônio Cláudio dos Santos, 39 anos, Maria da Paixão Pereira, de 65, Jadaíra Pereira dos Santos, 28, Jackson Pereira dos Santos, 27. A quinta pessoa não teve o nome revelado na ocasião.

O inquérito foi concluído na época e indiciou seis pessoas, incluindo Denilson. A polícia apurou que a chacina foi em retaliação à uma operação policial na área que acabou na prisão de comparsas de “Índio”.